Dermatologia clínica · Câncer de pele e pintas
Câncer de pele: tipos, sinais de alerta e diagnóstico precoce
O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e surge principalmente pela exposição ao sol acumulada ao longo da vida. Os tipos mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, de crescimento local, e o melanoma, menos frequente e que merece mais atenção. Quando diagnosticado cedo, o câncer de pele tem altas chances de cura, o que torna importante o exame periódico da pele com o dermatologista.

Sintomas e como reconhecer
O câncer de pele pode ter aspectos muito diferentes. Os sinais de alerta mais comuns são:
- Ferida que não cicatriza ou sangra com facilidade
- Lesão perolada, brilhante ou com vasinhos na superfície
- Lesão áspera, avermelhada ou com crosta, que cresce
- Pinta nova ou que muda de tamanho, cor ou formato
- Lesão diferente das outras pintas do corpo (sinal do patinho feio)
Tipos de câncer de pele
- Carcinoma basocelular: o mais comum, de crescimento lento, raramente se espalha para outros órgãos, mas pode destruir tecidos vizinhos se não for tratado.
- Carcinoma espinocelular: o segundo mais comum, surge em áreas de dano solar crônico e pode se espalhar se não tratado.
- Melanoma: menos frequente e que merece mais atenção, porque pode se espalhar quando não é tratado no início; descoberto cedo, tem altas chances de cura.
Causas e fatores de risco
A principal causa é a radiação ultravioleta do sol e das câmaras de bronzeamento, que danifica o DNA das células da pele. Pele clara, histórico de queimaduras, exposição solar acumulada, muitas pintas, histórico familiar e imunidade baixa aumentam o risco.
Diagnóstico
O diagnóstico começa com o exame da pele pelo dermatologista, com apoio da dermatoscopia. Em pessoas com muitas pintas ou maior risco, o mapeamento corporal com FotoFinder® permite comparar as lesões ao longo do tempo. A confirmação é feita pela biópsia, com exame anatomopatológico.
Tratamentos
O tratamento depende do tipo, do tamanho e da localização do tumor. Na maioria dos casos, é cirúrgico e feito em consultório.
- Cirurgia dermatológicaRetirada do tumor com margem de segurança e análise do material.
- Crioterapia e tratamentos tópicosEm lesões superficiais e pré-malignas, como a ceratose actínica.
- Tratamento oncológicoEm casos avançados, em conjunto com outras especialidades.
Convivência e prevenção
- Usar protetor solar diariamente e reaplicar ao longo do dia.
- Evitar o sol entre 10h e 16h e usar chapéu, óculos e roupas com proteção.
- Não usar câmaras de bronzeamento artificial.
- Fazer o autoexame da pele uma vez por mês.
- Manter as consultas dermatológicas periódicas.
Quando procurar o dermatologista
Procure o dermatologista ao notar uma ferida que não cicatriza, uma lesão que sangra, cresce ou muda de aspecto, ou uma pinta nova ou diferente das outras.
Todos os procedimentos são indicados e realizados após avaliação médica individual. Os resultados variam de pessoa para pessoa.
Dúvidas
Perguntas frequentes
Câncer de pele tem cura?
Na grande maioria dos casos, sim, principalmente quando diagnosticado cedo. Os carcinomas basocelular e espinocelular costumam ser curados com a retirada cirúrgica, e o melanoma inicial também tem altas chances de cura.
Quem tem mais risco?
Pessoas de pele, olhos e cabelos claros, com histórico de queimaduras solares, exposição solar intensa ao longo da vida, muitas pintas, histórico pessoal ou familiar de câncer de pele e imunidade baixa.
Com que frequência devo examinar a pele?
O autoexame mensal ajuda a perceber mudanças. A frequência da consulta com o dermatologista depende do risco de cada pessoa, em geral pelo menos uma vez por ano para quem tem fatores de risco.
Protetor solar previne câncer de pele?
O uso regular de protetor solar, associado a chapéu, roupas, óculos e a evitar o sol entre 10h e 16h, reduz o risco de câncer de pele.
Equipe
Equipe médica
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