Dermatologia clínica · Câncer de pele e pintas
Carcinoma basocelular: o câncer de pele mais comum
O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum. Surge principalmente em áreas expostas ao sol, como o rosto, as orelhas e o pescoço, e cresce lentamente. Raramente se espalha para outros órgãos, mas, se não for tratado, pode destruir os tecidos ao redor. Com a retirada cirúrgica completa, as chances de cura são muito altas.

Sintomas e como reconhecer
- Lesão perolada ou brilhante, com vasinhos na superfície
- Ferida que não cicatriza ou que sangra e forma crosta repetidamente
- Mancha avermelhada e descamativa, no tronco (forma superficial)
- Área endurecida, semelhante a uma cicatriz, sem causa aparente
Causas e fatores de risco
A principal causa é a exposição ao sol acumulada ao longo da vida. Os fatores de risco incluem pele clara, idade acima de 50 anos, histórico de câncer de pele, exposição à radiação e imunidade baixa.
Diagnóstico
O dermatologista examina a lesão com a dermatoscopia, que mostra estruturas típicas do carcinoma basocelular. A confirmação é feita pela biópsia ou pela retirada da lesão, com exame anatomopatológico.
Tratamentos
- Cirurgia dermatológicaRetirada do tumor com margem de segurança, tratamento de escolha.
- Tratamentos tópicos e outras técnicasEm tumores superficiais e selecionados, conforme a avaliação.
Convivência e prevenção
- Usar protetor solar diariamente e proteção física (chapéu, roupas).
- Fazer o autoexame da pele e manter as consultas periódicas, principalmente após um primeiro carcinoma.
Quando procurar o dermatologista
Procure o dermatologista ao notar uma ferida que não cicatriza em algumas semanas, uma lesão brilhante ou perolada que cresce, ou uma lesão que sangra com facilidade.
Todos os procedimentos são indicados e realizados após avaliação médica individual. Os resultados variam de pessoa para pessoa.
Dúvidas
Perguntas frequentes
Carcinoma basocelular tem cura?
Sim. É um câncer de crescimento lento, que raramente se espalha para outros órgãos, e o tratamento feito no início tem altas chances de cura. Sem tratamento, ele pode crescer e afetar os tecidos ao redor, por isso o ideal é tratar assim que for diagnosticado.
Pode voltar depois da cirurgia?
Quando a retirada é completa, com margens livres, o risco de voltar é baixo. Quem já teve um carcinoma tem maior chance de desenvolver outros, por isso o acompanhamento é importante.
Como é a cirurgia no rosto?
É feita em consultório, com anestesia local, e o fechamento é planejado para preservar a função e deixar a cicatriz o mais discreta possível, com técnicas de reconstrução quando necessário.
Quem tem mais risco?
Pessoas de pele clara, com muita exposição ao sol ao longo da vida, idade acima de 50 anos e histórico de câncer de pele.
Equipe
Equipe médica
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